quinta-feira, 23 de abril de 2015

QUANDO DEUS PROVA A INOCÊNCIA,
A SENTENÇA É REVOGADA.

“O meu Deus enviou o seu anjo, e fechou a boca dos leões, para que não me fizesse dano, porque foi achado em mim inocência diante Dele; e também contra ti, ó rei, não tenho cometido delito algum” (Dn 6.22).
 
Quem não conhece a história do Estadista Daniel, que no livro que leva o seu nome é visto por muitos como um profeta, mas também é enfatizado por outros como um homem separado e determinado em servir a Deus em meio a Babilônia cheia de beleza, idolatria e vaidade, pois em seu coração se determinou a manter-se reto e fiel a Deus. Vemos no livro de Daniel muitas histórias lindas e como o Eterno deu o livramento, devido à fidelidade dos seus servos como Misael, Ananias, Azarias e o próprio Daniel.  A passagem do Capítulo 6 do livro de Daniel chama muito atenção, pois vemos como Deus trabalha revogando o mal criado pelos invejosos. Alguns estudiosos afirmam que nesta ocasião, Daniel tinha mais de oitenta anos de idade e era um dos três principais administradores de Dario. Todavia estivesse junto daqueles que não acreditavam em seu Deus, labutou de modo eficiente e hábil que os demais. Talvez isto tivesse atraído à atenção do rei, e Daniel passou ser muito respeitado. Porém, ao realizar o seu trabalho com excelência atraiu alguns inimigos. De repente você tem uma experiência semelhante. Ao começar sobressair, é provável que alguém procure meios de impedi-lo e infelizmente até prejudicá-lo. Como podemos lidar com aqueles que podem alegrar-se com sua queda e até mesmo serem os agentes causadores? Leve a sua vida dentro do modelo bíblico irrepreensível, e seus opositores terão dificuldade de acusá-lo. É bem verdade que isto nem sempre o livrará dos ataques dos filhos de belial, portanto, far-se-á necessário confiar na proteção do Senhor. Na narrativa em voga observamos que os príncipes e os presidentes procuravam achar ocasião para condenar Daniel (Dn 6.4), não o achando criaram uma trama para ver o seu mal, e por causa disso, atacaram a sua Religião. Não poucas vezes somos criticados por causa da nossa fé e de nossa comunhão com Deus e até mesmo dentro dos templos vemos os invejosos e bajuladores se levantarem contra aqueles que andam pelo caminho da retidão, observamos como o inimigo das nossas almas faz planos ardilosos para fazer que paremos de realizar a obra de Deus, e talvez o inimigo faça isto como último recurso para ver os servos de Deus destruídos. Mas sua resposta deve ser continuar crendo e vivendo de modo correto e bíblico. Faz-se necessário, termos em mente que tudo está no controle de Deus. Por outro lado, vemos como uma lei ou decreto pode ser forjado com intenção perversa, cujo objetivo era prejudicar quem estava vivendo de modo íntegro, eram notórias em todo reino que aqueles homens tinham inveja de Daniel por suas qualidades. As Escrituras mencionam que Daniel tinha o espirito excelente, era responsável, tinha um bom testemunho, portanto era respeitado, era fiel e não se achava nele vício algum (Dn 6.3-4). Na observação do presente texto vemos que aqueles homens que se fizeram inimigos de Daniel não podiam achar alguma coisa contra ele tocante ao reino (Dn 6.4a), fez um decreto para pudesse punir a Daniel e ao mesmo tempo agradar ao rei Dario, que por sua vez se deixou levar pela sua fraqueza – o orgulho. Apelando para sua vaidade, aqueles príncipes e presidentes convenceram-no assinar tal lei que fazia do rei Dario um deus por 30 dias. Tal lei não podia ser infringida nem mesmo por um oficial importante como Daniel. O plano foi tão bem engendrado que nem o próprio rei podia impedir, pois “nenhum edito ou ordenança, que o rei determine se pode mudar” (Dn 6.15). Vemos neste ponto como um líder deve ter cuidado, pois tem crescido no arraial dos santos os aproveitadores que estão próximo de onde emana “o poder” e com a oportunidade de criticar o servo leal não perde tempo em encher a mente de quem está sentado na cadeira de grande responsabilidade para maltratar quem apenas tem sido fiel. Daniel era amigo de Dario que até pensava em constitui-lo sobre todo o reino (Dn 6.3), mas o rei cego pela sua vaidade estava prejudicando apenas um homem que todo tempo era fiel. Daniel estava sozinho. Tinha conhecimento do decreto que proibia fazer petição a qualquer deus ou homem senão o rei, mas permaneceu buscando a Deus três vezes por dia. Daniel se disciplinou a viver em oração. Às vezes interrompemos as nossas orações, não por causa de um decreto ou ameaças, mas por coisas banais como pressão das nossas agendas. Não permita que alguma coisa interrompa o período regular de comunhão com Deus. Daniel sabia que durante o período que passou em Babilônia, somente com oração a Deus podia vencer as vaidades e o pecado daquele mundo que o cercava. Embora soubesse que desobedecia à nova lei, Daniel não empregou qualquer tentativa de esconder sua rotina de oração. Tal esforço teria sido em vão porque certamente os conspiradores o surpreenderiam em alguma coisa outra situação durante aqueles 30 dias. Além disso, se esconder daria a entender que estaria com medo aos outros oficiais do rei. Vemos que Daniel persistiu em orar, tendo em vista não encontrar no rei a orientação e o apoio que precisava durante este momento tão difícil. Somente o Senhor poderia atender as suas petições. Enfatizo ainda três grandes atitudes de Daniel que são exemplos para nós. A primeira foi à atitude da verdade, ele não maquiou ou mudou a sua rotina por causa daqueles que se levantava contra ele, naturalmente conhecias as palavras de Salomão “Quem anda em sinceridade anda seguro, mas o que perverte os seus caminhos será conhecido” (Pv 10.9). A segunda atitude foi em manter sua vida espiritual em plena comunhão com Deus, pois “três vezes no dia punha de joelhos, e orava, e dava graças, diante de Deus” (Dn 6.10).  A terceira atitude de Daniel foi à perseverança, até um incrédulo testemunhou sobre a perseverança dele, tendo em vista ter demonstrado sua devoção a Deus por meio de seu serviço continuo (Dn 6.16). No capítulo 6.21-23 notamos que os que confiam no Senhor e obedecem a sua vontade recebe Dele o livramento. Não sabemos o que veio a mente de Daniel no momento em que o rei Dario não pode livra-lo, mas pelas suas ações parece não censura-lo e aceita o fim que os homens o sentencia. Mas, Deus que não dorme e nem tosqueneja provou a inocência de Daniel e revogou o que parecia ser irrevogável. Aqueles que presenciaram Daniel entrar na cova vira o mesmo Daniel Sair dela pelo braço forte do Senhor. Mas tais acusadores receberam o mal que plantaram foram visto como conspiradores que induziram o rei a cometer um ato de injustiça (Dn 6.24). Entendemos que mesmo que homens tentem fazer o mal contra o fiel servo, Deus quem o justifica afirma que é inocente, Paulo escrevendo aos Romanos afirma: “Quem intentará acusação contra os escolhidos de Deus? É Deus quem os justifica” (Rm 8.33). Portanto, sejamos fieis a Deus em Lucas 14.11 está escrito: “Portanto, todo o que se promove será envergonhado; mas o que a si mesmo se humilha receberá exaltação”.
Deus Abençoe a todos nós!
Josué de Asevedo Soares.

quinta-feira, 16 de abril de 2015

NINGUÉM APARECEU MAIOR QUE JOÃO BATISTA



“Em verdade vos digo: entre os nascidos de mulher, ninguém apareceu maior do que João Batista; mas o menor no reino dos céus é maior do que ele” (Mateus 11.11).Esse termo “ninguém apareceu maior que João Batista” tem levado muitos servos de Deus a fazer especulações, interpretações falaciosas e até heresias. A presente passagem é possivelmente um reconhecimento de Jesus a obra ou missão que João Batista desenvolveu. Porém, antes de prosseguirmos vejamos quem era João Batista segundo a Bíblia: foi abnegado (Mt 3.4); Valente (Mt 3.7; 14.4); Obediente (Mt 3.15); Pregador poderoso (Mc 1.5); Humilde (Mc 1.7; Jo 1.19-23); Santo (Mc 6.20);  Muito zeloso (Jo 5.35); Honrado por Cristo (Mt 11.11; Lc 7.24-27); Precursor de Cristo ( Ml 3.1; Mt 11.10; Lc 1.17,76). É Importante enfatizar que João Batista não fez milagres (Jo 10.41), e Sofreu martírio (Mt 14.10). Shedd comenta que Jesus dá testemunho de João, pois quando os discípulos de João se retiraram, descreveu a sua pessoa, a sua missão e a obra de João Batista, enfatizando ser o maior entre todos os mortais, e enfoca as características de suas vestes e um ministério profético nos moldes de Malaquias 3.1 que está escrito assim: “Eis que eu envio o meu mensageiro que prepara o caminho diante de mim; de repente, virá ao seu templo o Senhor, a quem vós buscais, o Anjo da Aliança, a quem vós desejais; eis que ele vem, diz o Senhor dos exércitos”. Possivelmente, o fim de uma época, tendo em vista, as seguintes palavras de Jesus: “Porque todos os profetas e lei profetizaram até João” (Mt 11.13). Há também referencia em Lucas 16.16 "A Lei e os Profetas duraram até João”; desde então, é anunciado o Reino de Deus, e todo nós devemos emprega força para entrar nele. Pode-se dizer que João Batista tinha chegado ao ponto culminante dos profetas, pois Jesus, o Alvo das profecias, estava perante seus olhos. É possível que o termo: “entre os nascidos de mulher, ninguém apareceu maior do que João Batista” é um reconhecimento de Jesus a pessoa de João Batista, alguns compreendem como uma transição da lei para uma graça mais abrangente, ou seja, maior visibilidade da chegada do ministério de Jesus. Não entendemos que Jesus tinha uma intenção de desvalorizar as pessoas ou qualquer dos profetas até porque humanamente Jesus também era um nascido de mulher, é claro pela obra e graça do Espírito. Portanto, Jesus é superior a João, pois o próprio João Batista o reconheceu e disse: “Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo” (Jo 1.29,36) ele chegou a mencionar que não era digno de carregar os seus sapatos (Mt 3.11). É fato que nenhuma pessoa cumpriu tão bem a missão que recebeu do Senhor com fez João Batista. Tendo em vista que João Batista convocou o povo de Israel ao arrependimento, a confissão de pecados e retorno a Deus e aos seus mandamentos. Vemos nas palavras de Jesus que todos que participam do Reino de Deus receberão uma herança espiritual maior do que a de João Batista, porque pela fé reconheceram a Cristo e a sua maravilhosa obra na Cruz. Talvez aí a expressão: “o menor no reino dos céus é maior do que ele”. Portanto, qualquer crente seria maior do que João, pois veria a culminação de Cristo, participando nos seus benefícios.
                         Que Deus Abençoe a todos em Cristo!
Josué de Asevedo Soares.

sexta-feira, 3 de abril de 2015

AS CARPIDEIRAS, MULHERES DAS LAGRIMAS.



                                                                                                                               
Em passagens da Bíblia encontramos momento de luto, dor e muitas lágrimas, pois assim, eram marcados os cortejos, além de ter a presença de muitas pessoas, havia casos que o pranto durava dias. Quem não se lembra do enterro de Jacó pai de José ao ponto dos cananeus dizer “grande pranto é este dos egípcios” (Gn 50.11), possivelmente  havia pranteadores profissionais. No Novo Testamento temos a ressurreição da filha de Jairo, vemos com grande possibilidade a presença de pranteadores profissionais, pois logos que, Jesus diz para não chorarem, que a menina não está morta, mas dorme. Houve momentos de riso, pois os pranteadores sabiam do real estado da menina (Lc 8.52,53; Mt 9.23-25; Mc 5.35-43).As carpideiras que eram contratadas vestiam-se de preto e não tinham o habito de usar perfume, é possível vê tais características no livro de 2 Samuel 14.2 é citado o caso de uma mulher que teria sido contratada por Joabe de forma astuta para simular um luto perante o rei Davi.O.S.Boyer em seu dicionário define carpideira a mulher a quem se pagava, para ir prantear os mortos (Jr 9.17).  Na língua hebraicalameqōnenōt em sua literalidade, seria aquelas que são como fontes de lágrimas. Tais profissionais eram contratadas para lamentar, chorar nos velórios.Dr.Shedd na tradução da Bíblia que leva o seu nome chama de mulheres hábeis  (Jr 9.17) e, no comentário enfatiza que as carpideiras eram lamentadoras profissionais; recitavam poesias de memoria ou “do nada”; o efeito era esquisito e obsessivo. Elas exaltavam as virtudes dos falecidos e lamentavam sua perda.O Professor Esdras Bentho comentar que o principal objetivo das carpideiras era levar os partícipes ao choro e lamento, mesmo que o defunto não merecesse.É importante enfatizar que as Escrituras faz menção dos prateadores em algumas passagens, como Jeremias 9.18, 20; 22.18, Ec 12.5, Amos 5.16 e Miqueias 5.38, a palavra “carpideira” é apenas mencionado no livro do profeta Jeremias 9.17, pois o Eterno verberava sobre a morte espiritual de Judá e, metaforicamente, estava requerendo a lamentação fúnebre no modelo conhecido. Devido o estado indiferente do povo havia uma necessidade tão grande, que as mães teriam que ensinar suas filhas a prantearem.
          
Josué de Asevedo Soares